Conversa entre Gueixas



"- Mas Mameha-san, eu não quero bondade!
- Não? Achei que todas nós queríamos bondade. Talvez queria dizer que deseja mais do que bondade. E isso você não está em posição de pedir.
[...]
- Você tem dezoito anos, Sayuri. O destino não é sempre como uma festa no fim da tarde. Às vezes é apenas lutar na vida, dia após dia.
- Mas que coisa cruel, Mameha-san!
[...]
- Ora, Sayuri, o que pensava que seria uma vida de gueixa? Um romance? Não nos tornamos gueixas para termos uma vida satisfatória, mas por que não tivemos outra escolha.
- Mameha-san, e os nossos próprios sentimentos? Quero dizer, será que nunca houve um homem...
Eu queria perguntar se nunca tinha havido um homem que despertasse nela sentimentos de paixão[...] Antes de sair, pude perceber quando ela soltou um suspiro profundo, e ficou olhando vagamente o fundo da taça de chá, com o que me pareceu uma expressão de amargura."
Nitta Sayuri, Memorias de uma Gueixa.

-> Esse é um trecho do livro, Memorias de uma Gueixa, onde a própria Sayuri relata uma de suas conversas com sua irmã mais velha, Mameha. Nesse ato, Sayuri questiona o seu destino ser cruel e lhe dar um danna - algo na posição de marido - o qual ela não se interessa, e pede ajuda a Mameha para livrar-se dele. No entanto, Mameha diz ser impossível, até o questionamento de seus sentimentos.

Essa parte me chamou muito interesse, por que vemos que até aqueles que estão nos mais altos stats da vida procuram intensamente o amor. Talvez essa não seja a palavra certa, mas certamente vem em busca de sentimentos.

Se você colocar algo a venda, nem que seja o preço mais absurdo, certamente, alguém irá comprar, mas então se você coloca algo invendível - amizade, amor, carinho, semelhança, respeito - nenhuma riqueza consegue comprar. Basta apenas esperar com calma e sentir.

Muitos de nós preferem rejeitar e esconder, por que a pessoa que nós amamos parece inalcançavel, então vamos atrás daqueles que se torna mais propicio - para não dizer fácil, já dizendo. - E em meus plenos 18 anos já começo a pensar nesse tipo de coisa sobre ter alguém para compartilhar momentos, se bem que todas que já gostei sempre me rejeitaram, mas não é isso que vou me prender aqui...

Apenas uma dica, viva e ame. Se você pode ter uma chance, nem que seja 0,0001% arrisque. Não importa a pessoa ou quem seja. O gostar vai alem do género - Masculino ou Feminino -. Pois, a grande Gueixa Sayuri esperou quarenta anos pela pessoa que amava e pelo seu beijo, e viveu quarenta anos em amargura. Quanto a Mameha, bem, o destino realmente fora cruel com ela. O livro não relata mais sobre suas paixões...

Paro por aqui, hoje. E para vocês, um forte abraço.

Ma-kun, ou Tatuzinho, como diria meu amigo Preazinho. x]

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